quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

\o/ \o/ The End Begins (To Rock) \o/\o/


27/01/2011 - Quarta-Feira, 08:00.
Marlon Seventeen - Acordei justamente quando demos o Stage Dive. Ainda bem, por que eu senti que ninguém iria nos aparar. Mesmo assim fiquei frustado. Podia quebrar a cara, mas pelo menos tinha uma banda e uma guitarra com cordas. Eu nem nunca pude ser vaiado. Mas deixa pra lá. Fui limpar minha guitarra empoeirada; era uma "Tender". Alguém bateu na porta.
- Quem é? - Eu perguntei, pondo logo a mão na janela, pronto pra pular se fosse o proprietário do AP.
- É o Izzy - Respondeu Izzy, o cara do AP do lado.
- Entra aê.
- Por que você tá lambendo a sua guitarra?
- Tem sujeira que só sai assim, vai por mim.
- Ah, tá.... Você ainda tem aquele DVD do Guns in Losers?
- Tá ali. Vê se não arranha.
- Falô. Ah, o proprietário tá te procurando. Ele falou alguma coisa com "arrancar" e "cabeça", e mais alguma coisa com "tripas fora".
Izzy fechou a porta. Peguei minha guitar Pantera, meu violão de cinco cordas Ártemis e pulei a janela. Tudo o mais que fosse importante cabia dentro do violão; enquanto caía ouvia uma torrente de palavrões. Aterrissei na marquise do prédio e corri antes que ele ou um de seus sobrinhos capangas funkeiros me vissem.
- Tô fora! - Gritei.
Diacho, pensei. O meu DVD do Guns. O dinheiro que estava dentro da capa. E o meu aparelho DVD que estava na casa do Izzy. E eu nem havia estudado todo o solo de Godmother Theme do Skratch...
- Depois você me devolve - eu gritei para a janela dele do meio da rua, e saí correndo, a tempo de ver Izzy sendo jogado de sua janela com uma caixa comprida em sua mão. Ele caiu na marquise; carregava um aparelho de DVD e o Guns em outra mão.
- Aquele negócio de "tripas fora" também era pra mim.
Nós corremos assim que vimos os tais sobrinhos capangas. Izzy tinha um carro preto todo lascado que funcionava e eles foram atrás dele, então eu continuei. O dinheiro que eu tinha dava pra comprar um pastel e um suco; pra minha sorte, não tinha nenhum fio de cabelo em nenhum dos dois. Isso era algo raro.
Passei a noite andando por aí, e acabei por parar em frente a uma casa de show. Eu ouvi uma bateria insana, e a entrada era bem barata. Cheguei lá dentro e vi uma banda que eu nunca havia visto antes, nem parecia ser daquele estado. Parecia o Quiet Riot. Fiquei ouvindo o som, e era bom pra inferno.
Até que vi uma coisa estranha. Olhei para a entrada e vi que ela estava fechada. Vi que as pessoas que estavam mais perto do palco começaram a gritar; parecia que o lugar estava literalmente pegando fogo. Aí eu percebi o que era. Um dragão destruía o lugar, mastigando pessoas e etc. Até foi legal, tirando o medo e o fato de que minha calça já estava em chamas. Corri como um doido até que caí no chão, e o fogo apagou. De onde eu estava pude ver mais coisas. Algum de tipo portal havia se abrido em pleno palco e comido quatro dos seis integrantes da banda; só o batera e o guitarrista haviam sobrevivido. Os dragões (agora eram três) continuaram perseguindo eles, e eu percebi que o lugar do show era maior por dentro do que por fora. A multidão continuavam correndo, até que de dentro do portal um homem saiu e apontou o que parecia ser uma guitarra. Ela estava em chamas, e ele parecia não ligar. Tocou uma power note em E, sem precisar de amplificador, e um dragão em chamas surgiu das cordas. Começou a destruir tudo. Eu estava perto, e vendo minha guitarra, o homem falou:
- Mais um guitarrista! Quer me desafiar? Com uma guitarra sem cordas? Ridículo!
Ele chamou um dos dragões, e ele apareceu com os outros dois integrantes da banda e quem mais que estivesse com um instrumento ou palheta ou baqueta, e nos encurralou num canto.
- Morrerão como baratas, pois são o que são.
Quando estava pronto para morrer frito e todo cagado (tava quase), um homem apareceu do nada. Usava uma armadura preta e uma guitarra Randy Rhoads Jackson meio branco amarelado. Ou bege, sei lá. Ele tocou um solo que eu já havia ouvido milhares de vezes; a parte em arpejo do solo de Crazy Train. Na mesma hora, os dragões foram devorados por tigres alados. Ele olhou para trás e não acreditei. Tirei um pôster amassado de dentro do meu violão.


Oh my Dio. Era ele. 
RANDY.
Mais adiantado, um cara do meu lado gritou:
- Randy Rho..!
- Highway - falou ele, mas com a guitarra. Com sua própria voz, continuou: - Randy Rhoads Highway, agora. Eu sou o caminho. Eu sou a verdade. Quem crê em mim vive. 
Sem saber o que dizer, eu perguntei:
- M-m-m-as vo-vo-voc-c-cê - era só o que eu consegui dizer. O batera deu um soco na minha costa e eu pude continuar. - Você morreu num acidente de avião!
Então, ele ignorou o guerreiro que tentava se livrar dos tigres e falou:
- Então, ou você está doido, ou eu não morri. Eu tinha uma missão. Mas o idiota do piloto... bem, era um idiota. Tive que voltar para o Anarchyworld. Continuar na terra depois do acidente iria chamar um pouco de atenção.
- Mas que Anarchyworld? - Perguntou um cara.
- Acreditem, ele existe, e vocês já devem imaginar como é. E se quiserem sobreviver, terão que acreditar em mim agora. Quem não for um verdadeiro rockeiro, pode ir embora para a mamãezinha depois. Mas terão que vir comigo agora.
Com uma power note em D, ele fez surgir um portal, que jogou todos nós para dentro. O mundo em volta sumiu. Pela segunda vez nesse dia (bem, não sei se é o mesmo dia ou se já passou da meia-noite), me senti dando um Stage Dive sem saber se ainda teria plateia embaixo. 

1 comentários:

Anônimo disse...

CAAAAAAAra show Gostey do mundo da anarquia mas qe criatividade MANO TODOS TEM QUE VER ESSE bLOGSHOW É DO ROCK DIO SEJA LOUVADO \o/\o/ NA VEIA

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